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  <title>memórias da minha consciência</title>
  <subtitle>Espera por mim, mas não me fales da tua consciência. Desconfio que por ela esperarias mais.</subtitle>
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    <name>Beatriz TP</name>
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  <updated>2010-09-06T01:11:31Z</updated>
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    <issued>2010-09-06T01:56:55</issued>
    <title>após</title>
    <published>2010-09-06T01:11:31Z</published>
    <updated>2010-09-06T01:11:31Z</updated>
    <content type="html">&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: x-large;"&gt;&lt;em&gt;O cansaço fora a sensação que detestara. E depois, a melhor. Quando passou, a claridade magoava menos os olhos. Nem com tantas nuvens, até.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2010-09-04T00:23:27</issued>
    <title>parabéns pela bela idade, agora adormeço</title>
    <published>2010-09-03T23:21:14Z</published>
    <updated>2010-09-03T23:41:15Z</updated>
    <content type="html">&lt;p style="text-align: justify;"&gt;É uma bela idade para se ter, convenço-me. Mas não a afronto, ou irei observar as mãos a definharem e os cabelos a perderem a cor. Entrei na água, hesitando. Estava igual. A voz não falhava. E de frente para o espelho, o reflexo não mostrava alterações. Com brilho nos olhos, afinal também não é hoje, tampouco com esta idade, que vivo um primeiro dia. Talvez já a tenha tido há muito tempo. Quem sabe se só a terei daqui por anos incontáveis. Aniversários são um horror onde palhaços de gargalhadas estridentes me obrigam a reconhecer o que faço por não encarar nos restantes dias: O tempo. Temo-o tanto quanto posso, e estaria encolhida debaixo dos lençóis, não fosse ter descoberto que o circo limita-se à minha consciência como espectadora. E não tenho para quem fugir, receio que mesmo que as pernas se movam, o rosto não se vire, continuando a olhar o que o consome, o que o engelha. O que me distingue, é que o branco também me é uma cor. Para só ser admirada de longe.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Muitos parabéns e muitas palmas.&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2010-09-03T16:34:51</issued>
    <title>que maldade!</title>
    <published>2010-09-03T15:37:06Z</published>
    <updated>2010-09-03T15:37:06Z</updated>
    <content type="html">&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: times new roman,times; font-size: xx-large;"&gt;"Aproveita o teu último dia com treze anos."&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2010-09-01T13:11:01</issued>
    <title>intolerável</title>
    <published>2010-09-01T12:31:38Z</published>
    <updated>2010-09-01T12:32:54Z</updated>
    <content type="html">&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Noto todos os pequenos detalhes, o que não significa que os use imediatamente. Guardo-os até me serem úteis. E não necessariamente, que os utilize apenas para agradar. Os detalhes que reparo, aqueles que faço para não esquecer. Em pequenos papelinhos transparentes, à nossa volta. O que quiser com eles. Posso tornar claro ou, pelo contrário, escurecer-te as ideias. E deste modo, debaixo do meu controlo, tudo fica intolerável. Demasiado frio ou demasiado quente. Muito salgado ou insonso. Intolerável, tal como gostas.&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2010-08-31T23:07:00</issued>
    <title>uma outra educação</title>
    <published>2010-08-31T22:10:38Z</published>
    <updated>2010-08-31T22:14:02Z</updated>
    <content type="html">&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: 50px; font-family: times new roman,times;"&gt;&lt;em&gt;The life I want, there is no shortcut.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2010-08-30T23:18:54</issued>
    <title>como ouro</title>
    <published>2010-08-30T22:39:24Z</published>
    <updated>2010-08-30T22:39:24Z</updated>
    <content type="html">&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Tudo estava dourado. Os cabelos castanhos, vimo-los dourados. Uma só aura à nossa volta. E só por ela, não me afligi com os raios de luz que queimavam. Tudo, dourado. Por entre as filas de trigo ou por entre o sol, não sei. E demorou um piscar de olhos. Um sonho do qual mal acordei, a lembrança do que me ardia no rosto. O sol estraga e envelhece, tal como fazes. E eu caminho sob ele.&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2010-08-29T23:52:09</issued>
    <title>braços abertos</title>
    <published>2010-08-30T00:50:28Z</published>
    <updated>2010-08-30T00:50:28Z</updated>
    <content type="html">&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Um pouco por todo o lado, devo dizer, que não vejas mais ninguém. E não vais saber escutar o som dos teus passos na calçada, lentos e curtos, enquanto caminhas sob o sol. O calor na pele e a tua respiração, cansada consigo adivinhar, reduzido à beleza da música que produzes, amaldiçoado por não a conseguires apreciar. E então, os teus ouvidos estarão aptos a tudo. Menos a ti. O roçar do pulso na porta, o baque frio e melodioso dos óculos contra o chão. O vento a passar entre os teus braços, sem que o possas impedir, sem que o queiras impedir. De braços abertos para que te leve com ele. Até a camisa a escorregar na cadeira. Dias insuportavelmente barulhentos, noites absurdamente silenciosas. Tudo feio, o que é teu. Pois quando eu chegar, serás capaz de ouvir e perceber. A beleza do roçar do &lt;em&gt;meu&lt;/em&gt; pulso na porta. Mas estarás tão habituado que não vais querer ouvir nada. Quando eu voltar, acharás o meu silêncio o mais bonito de todos.&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2010-08-28T14:58:45</issued>
    <title>nem que dance</title>
    <published>2010-08-28T14:05:11Z</published>
    <updated>2010-08-28T14:05:11Z</updated>
    <content type="html">&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: xx-large;"&gt;&lt;span style="font-family: times new roman,times;"&gt;tenho pedras nos sapatos, sempre. não as tiro. espero que deixem de se fazer sentir, como extensões dos meus pés.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2010-08-27T20:13:41</issued>
    <title>em que cor</title>
    <published>2010-08-27T21:44:14Z</published>
    <updated>2010-08-27T21:59:58Z</updated>
    <content type="html">&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Como estava o céu quando olhei, flamejante quando vi. Mais do que cores com certeza, e as várias me doíam. O que representava ele sem piedade, essa que não me atrevi a pedir. Ao invés, de pé observei o que me ousava mostrar, através de uma janela meio fechada ou meio aberta.  Não era beleza, apenas. Meio aberta quis que estivesse, para pensar que meios-termos são mais plausíveis do que julgo, reconhecendo que se estivesse aberta o vento levaria o pó que restava no parapeito, e fechada reflectiria demasiado, não me permitindo estudar o que queria. E estive lá, onde se tocavam, durante o tempo que não contei. Assim que o preto acabava, gelava o azul. Vermelho ardente e branco de rendição. E já não sei onde estou.&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2010-08-26T02:40:07</issued>
    <title>na noite</title>
    <published>2010-08-26T02:02:03Z</published>
    <updated>2010-08-26T02:02:27Z</updated>
    <content type="html">&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Abri a porta do quarto. Tirei as sandálias e caminhei sobre o chão. Para minha surpresa , não estava frio, o calor insuportável do dia tinha-o deixado aquecido. Natural. Para mim. Porém, a noite estava. Conseguia  sentir a brisa calma e silenciosa. Mal me levantava os cabelos soltos, mas chegava para me  provocar arrepios e parecia abraçar-me. Noites assim, são as que  mais aprecio. São insanas e inseguras mas impedem-me de pensar e  preenchem o espaço vazio que te pertence. Noites assim, são as que me fazem sorrir. Durante os poucos segundos que precedem o tremer  do meu corpo, noto que não tens o mundo a teus pés. Nem que me constipe.&lt;/p&gt;</content>
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    <title>(II)</title>
    <published>2010-08-25T15:31:16Z</published>
    <updated>2010-08-25T15:31:16Z</updated>
    <content type="html">&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Uma vez chorei de desapontamento, e foi a única. Naquela altura sentia o mesmo, mas sem saber. E sem saber, magoaste tanto com um gesto deveras simples. Aconselhaste-me a  abrir os olhos. Não querias, mas precisavas que encarasse a realidade, e que o fizesse sem lágrimas. Há lembranças que já não tolero, sem que signifique que aceitei. Conhecendo-te melhor, por agora, mais do que devo. O dia de amanhã não é teu. Pode ser tarde, não descanses. Ajoelhava-me, mãos encolhidas sobre o chão, para te suplicar. Deixa-me assim, se felicidade só alcanço de olhos fechados. Choro se os abrir.&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2010-08-25T13:38:52</issued>
    <title>(I)</title>
    <published>2010-08-25T12:46:50Z</published>
    <updated>2010-08-25T12:46:50Z</updated>
    <content type="html">&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Não consegui fechar a porta com a violência que me escapava, não se deu o  estrondo que ansiava ouvir. Faltou-me a vontade, é ela que se  esconde. Não olhei para trás quando saí. Por isso não sei se, agora, a porta acabou por fechar devagar  abandonando-me no escuro, sem que o mais pequeno ruído fosse notado por  mim ou por ti, ou se se mantém encostada, deixando entrar apenas raios  de luz que nada iluminam, à espera. Não há diferença pois, como sabes,  estou de olhos fechados.&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2010-08-25T01:00:24</issued>
    <title>começar, erradamente</title>
    <published>2010-08-25T01:01:31Z</published>
    <updated>2010-08-25T02:34:08Z</updated>
    <content type="html">&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Escrevo aqui, pela primeira vez. E monotonia, não, vou ter quantos começos quiser. Sem apagar, sem sacrificar. Escondendo, apenas, tornando cinzento, consigo sentir com cada palavra o que senti na altura. Não me limito a ler, faço questão em ver por trás. Então porque foi escrita, mais vezes do que procuro. O que recomeça traz sempre um pouco do começo original. Totalmente, só quando a pele é macia, e os sorrisos são inocentes. Assim é. Escrevo aqui, pela primeira vez, mas comecei anteriormente. E o que trouxe fui eu somente, de resto, pouco. Todo o passado está lá, para só eu ver. Quando a pele é rugosa, nem mesmo iniciar faz a diferença: O início foi há muito tempo, e já não há espaço para outro. Seria tão fácil, esconder partes de nós que julgamos estar à vista, como fazemos com parágrafos demasiado expostos. Fácil demais, até. Como se um erro não mudasse tudo o que vem a seguir. E não fosse preciso questionar a consciência em lugares escuros. Perigoso e satisfatório. Monotonia é viver satisfeito, e que triste maneira de existir, sem errar por medo da mudança.&lt;/p&gt;</content>
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